Inflação e taxa de juros

Duas forças da economia que afetam as empresas e o preço das ações.

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As empresas não funcionam isoladas do resto da economia. Dois números, a inflação e a taxa de juros, influenciam seus custos, suas vendas e o preço que os investidores aceitam pagar pelas suas ações.

Inflação

é a alta geral dos preços ao longo do tempo, o que faz o dinheiro comprar um pouco menos a cada ano. Nos EUA, ela costuma ser medida pelo CPI, o índice de preços ao consumidor; no Brasil, pelo IPCA. A inflação americana chegou a 9,1% em junho de 2022, o nível mais alto em cerca de 40 anos. Para as empresas, a inflação aumenta custos como salários e matérias-primas. Algumas conseguem subir seus próprios preços para acompanhar; outras não, e suas margens encolhem.

Taxa de juros

A é o preço de pegar dinheiro emprestado. Os bancos centrais, o Federal Reserve nos EUA e o Banco Central do Brasil, definem uma taxa básica de curto prazo, a fed funds nos EUA e a Selic no Brasil, e costumam aumentá-la para combater a inflação. Entre março de 2022 e julho de 2023, o Federal Reserve subiu sua taxa de quase zero para mais de 5%.

Como elas afetam as empresas e as ações

  • Custo da dívida: empresas com muita pagam mais juros quando a taxa sobe, o que deixa menos lucro.
  • Outras opções: quando a renda fixa paga mais, alguns investidores tiram dinheiro das ações.
  • Lucro futuro: juros mais altos fazem o lucro esperado para daqui a muitos anos valer menos hoje. Esse é um dos motivos pelos quais índices como o muitas vezes caem quando os juros sobem, principalmente em empresas que crescem rápido.

Lembre-se

Juros e inflação são só parte da história. O efeito sobre cada empresa depende do negócio, da dívida e da capacidade de subir preços, e o mercado muitas vezes se mexe antes de os números oficiais mudarem.